Rosane Jovelino
Entrevista

Rosane Jovelino –quilombola do Kaonge, Cachoeira - BA. História de uma mulher preta e quilombola que luta por direitos, pelo reconhecimento da sua ancestralidade, por justiça social. Administradora Financeira, Especialista e Gestão Estratégica Pública (Unicamp) em Gestão de Projetos Sociais Desenvolvimento Territorial (DISOPBrasil/UEFS).
É poeta, escritora, sambadeira, integra o Núcleo de Mulheres Quilombolas da Bacia e Vale do Iguape Marias Felipas; o Núcleo de Desenvolvimento dos Quilombos do Território do Recôncavo - NUD_QTR e a comissão de organização do Festival Cultural e Gastronômico da Ostra.

Autora do livro de Poesia Patuá, lançado em 2019 e transformado em audiolivro em 2021.
Participação especial no livro Aqualtune: um sonho chamado liberdade de Sara Messias Obras coletivas, Direito Antirracista E Antidiscriminatório, da coleção Direitos Para Todos!
Almanaque Pedagógico Quilombola; Revista Internacional de Direitos Humanos SUR-28; Diversidade e Igualdade Racial: Pluralidade Quilombola; BA&D Bahia Análise e Dados Planejamento e Desenvolvimento; Escrevivências Baobás de contos ancestrais indígenas- africanos diaspóricos .
Tem poemas publicados na Obra Erótica, O Livro Negro dos Sentidos.
Participação em várias antologias poéticas como - Bardos Baianos, Ecoa Mulheres A força do feminino através das palavras, Poetize, Vem Poetizar o Mundo Comigo.
Vencedora do Prêmio de Boas Prática (SAEB) em 2018, Mansão Honrosa do Prêmio de Boas Práticas(SAEB) em 2022. Atualmente, tem escrito sobre as comunidades quilombolas do Vale e Bacia do Iguape.
Ser escritora É mais um desejo que emerge de dentro para fora, vindo da alma. Busco na escrita contribuir para o reconhecimento fortalecimento e protagonismo do povo quilombola. Patuá é um livro de poemas que fala sobre a ancestralidade, trazendo na figura da mulher negra, sua evolução, através das suas lutas e afirmação de identidade.
Os poemas tem propósitos diferentes, dialogam com as crenças, saberes, tradições e cultura africana, falam do amor como alicerce, assim como dos quilombolas e sua relação com a natureza, incluindo suas lutas pelos seus direitos, sua vivência, experiência, e raízes como fonte de vida.
Patuá transporta o leitor para essa jornada e nos faz viajar para outras dimensões, testemunhas de que mesmo dentro da adversidade, encontra uma forma especial através da sua linguagem diferenciada, de demonstrar a riqueza, a beleza e resistência de um povo. Patuá foi lançado em 2019 pela editora Cartonera das Iaiá, durante o Evento Festa da Ostra, em seguida na Flica - Festa Literária internacional em Cachoeira/BA e em diversas Feiras Literárias no Estado da Bahia em Congresso e eventos Acadêmicos e Populares. Patuá transformado em 2021 em audiolivro pelo selo Orin, editora Cartonera das Iaiá.

“Confie em si mesmo e tenha orgulho da sua ancestralidade.
Liberte -se das ideias introjetadas pelos colonizadores.”